terça-feira, 31 de dezembro de 2013

António de Saldanha e Sousa


De seu nome completo, António de Saldanha de Oliveira de Juzarte e Sousa, nasceu na Quinta da Azinhaga, propriedade da família, em 16 de Novembro de 1776, sendo filho de D. João Vicente de Saldanha Oliveira e Sousa Juzarte Figueira e de D. Maria Amália de Carvalho Daun, 1ºs Condes de Rio Maior.

Casou com D. Leonor Ernestina de Carvalho Daun e Lorena, a 16 de Novembro de 1806, filha dos 3ºs Marqueses de Pombal e 1ºs Condes da Redinha de que houve geração.

Sendo o filho primogénito, herdou o título (decreto de 7 de Junho de 1804) e a grande casa de seus pais e foi o 17º administrador do Morgado de Oliveira.

Frequentou o Colégio dos Nobres e obteve o grau de bacharel em Leis na Universidade de Coimbra.

Moço fidalgo, gentil-homem, fez parte da câmara de D. João VI. Grã-Cruz das Ordens de Santiago de Espada e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Comendador da Ordem de Cristo.

Assentou praça como cadete em 1800 no Regimento de Infantaria 4 e já capitão foi ajudante de campo do General Gomes Freire de Andrade durante a campanha militar de 1801.

No posto de Coronel, comanda o Regimento de Voluntários Reais de Milícias a Pé, de Lisboa Oriental, mas em 1807 com as Invasões Francesas acompanha a família real na qualidade de gentil-homem, na sua retirada para o Brasil, regressando com ela em 1821.

Após a Vilafrancada, movimento militar que tinha por cabeça o Infante D. Miguel, é incumbido de ir ao Brasil, juntamente com Francisco José Vieira, levar uma carta de D. Afonso VI para seu filho D. Pedro, já declarado Imperador daquele país e a sua nora, a princesa (imperatriz) D. Maria Leopoldina. A corveta que os levava não pode fundear no porto de Rio de Janeiro com a bandeira portuguesa desfraldada e foi obrigada a fundear debaixo de ponto de tiro das baterias. O Conde a muito custo consegue o envio das cartas aos seus destinatários, mas são devolvidas sem sequer serem abertas, tudo isto porque Portugal ainda não tinha reconhecido a independência daquela antiga colónia.

O Conde de Rio Maior procurou por todos os seus meios ser recebido por D. Pedro que sempre o recusou, ficando a corveta apresada seguindo os dois emissários para a Europa noutro navio.

Ao regressar a Portugal depois desta difícil e falhada missão é-lhe cometida outra, igualmente difícil, ou seja, acompanhar o Infante D. Miguel a Viena de Áustria desterrado para ali depois da Abrilada.

Com um Infante daquele temperamento, as coisas que certamente não teriam decorrido como desejava e com isso acaba por agravar os seus sofrimentos, falecendo naquela cidade a 3 de Março de 1825.

Sucedeu-lhe o título e na casa como 3º Conde de Rio Maior, D. João de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa.
 
Antigo Palácio dos Saldanhas em Santarém. Foto JV, 2010
Segundo o Portugal Sacro – Profano, II Parte, Paulo Dias de Niza, Lisboa, 1768, a Várzea, freguesia do Patriarcado te, por orago Nª Sª da Conceição. O Pároco é cura da apresentação do Prior de S. Martinho de Santarém, rende um moio de trigo, uma pipa de mosto, dois cântaros de azeite e 3600 réis em dinheiro que paga o Comendador, o Morgado de Oliveira.

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Enciclopédia Histórica de Portugal, (Dir. de Duarte de Almeida), Vol. 11, João Romano Torres & Cª, 1938.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol X, Livraria Civilização, Porto, 1948, p 342.

Portugal Antigo e Moderno – Dicionário... , Augusto Soares Barbosa d `Azevedo Pinho Leal, Vol VIII, Lisboa, 1878, p 202, 203.

http://www.aatt.org/site/índex.php?op=Núcleo&id=1674

htt://rio-maior-cidadania.blogspot,pt/2010/05/os-condes-e-marqueses-de-rio-maior.html


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Clemente José dos Santos


Clemente José dos Santos nasceu em Vila Franca de Xira a 5 de Janeiro de 1818, era filho de João dos Santos e de sua mulher Maria Rita, faleceu em Lisboa a 2 de Outubro de 1892.

É educado na Casa Pia de Lisboa onde revelou a sua grande capacidade intelectual. Neste sentido vai frequentar aulas de taquigrafia que funcionavam junto do Parlamento, onde acaba por ser nomeado professor e Chefe de Serviços dessa especialização.

Mais tarde, é na Câmara dos Pares Director-Geral e Lente da mesma matéria.

Casou em 13 de Julho de 1846 com Rosa Loureiro dos Santos.

Sendo um profundo estudioso aproveitou os 40 anos junto das instâncias nacionais para coligir elementos que lhe serviram para compor os Documentos para a História das Cortes Gerais da Nação Portuguesa, que deu a público em 8 volumes. Oliveira Marques considera esta obra como excelente e valiosa publicação. Preparou também Memórias e Biografias Parlamentares que infelizmente não concluiu. Contudo completou e deu a público obras de grande importância para o nosso Parlamento como Cérémonial de la Cour de Portugal., Récéption des Ministres Étrangers, Audiences et Présentations, Lisbonne, 1891; Fórmula Adoptada para Recepção, Juramento e Posse dos Príncipes e Infantes na Câmara dos Dignos Pares do Reino e Relação dos Factos Ocorridos em 1836, 1876 e 1891, Lisboa, 1891

Possuindo grande inteligência e sendo um profundo trabalhador constituiu-se um auxiliar precioso dos vários Presidentes da Câmara dos deputados.

Por Decreto de D. Luís de 16 de Junho de 1887 e Carta de 16 de Setembro do mesmo ano, foi criado 1º Barão de S. Clemente do Conselho de Sua Majestade, Fidalgo da Casa Real, Director Geral na Câmara dos Deputados, escritor, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, Membro da Comissão Administrativa do Asilo de Santa Catarina , Sócio da Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, Taquígrafo das Cortes, Bibliotecário-Mor das Cortes e Comendador da Ordem de Santiago.

No Parlamento recebeu por diversas vezes honrosos elogios de oradores de todos os partidos que muito o estimavam, prestando ajuda a todos os que dele precisavam.
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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, de Américo Costa, Vol. X, Porto, 1948, p.857
Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Vol VI, pág. 673. Edição em papel, 1904 – 1915, João Romano Torres.Edição electrónica, 2000 – 2010, Manuel Amaral.
História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Vol. XV, 2007, p 493
Antologia da Historiografia Portuguesa, org. de Oliveira Marques, II Vol. Publicações Europa-América, 1975, p 100.
Boletim da Junta de província do Ribatejo, 1937 – 40 (Dir. Abel da Silva) Bertrand (Irmãos), 1940, p 676.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Frederico Bonacho dos Anjos



Nasceu em 1877 e faleceu a 18 de Março de 1947, por isso, com 70 anos de idade.

Foi grande lavrador e criador de gado, possuindo vastos domínios, cuja sede da casa agrícola se situava na Quinta dos Álamos no concelho da Golegã, onde nasceu.

Foi cavaleiro tauromáquico amador, mas o seu hobby era a fotografia, pois foi amigo de Carlos Relvas e acabou por ser seu discípulo.

Neste sentido foi sócio do Grémio de Fotografia de Lisboa, e da Sociedade Francesa de Fotografia.

Dedicou-se com afinco ao estudo e desenvolvimento da técnica da fotografia tanto no aspecto da captação da imagem como da sua revelação.

Participou em várias exposições, nomeadamente nas realizadas no Salão de Paris na década de trinta, em Chicago (1932), Madrid (1933), Lucerna (1934) e na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa (1931) onde alcança o 1º Prémio.

Os temas que mais abordava tinham a ver com a vida do campo com muitas e variadas tarefas e os mendigos que passavam pela quinta pedindo esmola.

Segundo quem o conheceu, era dotado de grande bondade e na sua cozinha havia todos os dias sopa e pão para os pobres que chegassem.

A sua bolsa abria-se para ajudar as instituições de assistência social.

Contribuiu para melhoramentos que se realizaram no Hospital de S. José em Lisboa e igual fez ao da Misericórdia da sua terra natal, a Golegã.

Foi provedor da santa Casa da Misericórdia da Golegã na qual empregou
gratuitamente uma parte significativa das rendas e produtos das suas propriedades.

Foi um apoiante convicto da Campanha do Trigo lançada nos anos trinta do século passado pelo governo de então com o sobreposto de tentar reduzir a dependência externa.

Foi sempre um monárquico convicto.

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“Frederico Bonacho dos Anjos”  Motta Cabral, Vida Ribatejana, Edição Especial Comemorativo do 8º Centenário da Conquista do Ribatejo e da Estremadura aos mouros, Vila Franca de Xira, Julho de 1947



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gonçalves Isabelinha




Joaquim Duarte Gonçalves Isabelinha nasceu em Almeirim a 5 de Dezembro de 1908.

Seus pais foram pequenos comerciantes e Gonçalves Isabelinha fez o Liceu na cidade de Santarém na segunda década do século passado.

Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra onde conclui o curso em 1936, tirando a especialidade de oftalmologia em 1940, em Lisboa.

Quando se encontrava no 2º ano do curso e com um intervalo de poucos dias falecem-lhe primeiro a mãe e depois o pai.

Formou com Rui Puga, durante vários anos, a dupla da especialidade em toda a região de Santarém.

Foi aluno de grandes Mestres como Maximino Correia, Elísio de Moura, Bissaia Barreto e Morais Zamith, entre outros.

Jogou futebol na Associação Académica de Coimbra, pois já tinha iniciado essa actividade desportiva no Sport Grupo Scalabitano os Leões, na cidade de Santarém, clube que se extinguiu ao fundir-se com o Sport Grupo União Operária dando origem ao actual União de Santarém.

Estabeleceu a sua actividade de médico no Largo de Sá da Bandeira em Santarém, onde exerceu medicina até aos 97 anos.

A medicina para ele funcionou como um sacerdócio. Se tinha sempre o consultório cheio de doentes, grande parte eram consultas grátis, pois aos pobres não levava dinheiro e com os amigos acontecia a mesma coisa.

A sua benemerência era bem conhecida na cidade, onde sempre desfrutou de grande carinho da população. Distribuía periodicamente verbas para apoio social por entidades de Santarém e Almeirim.

Quando completou o centenário natalício foi alvo de grande homenagem organizada por um grupo de amigos e a que se associaram entidades oficiais nomeadamente de Santarém, Almeirim e Coimbra, Reitor da Universidade, Presidente da Direcção da Associação Académica de Coimbra e os Presidentes das Câmaras Municipais de Santarém e Coimbra, à que se juntou muito povo de todas as classes sociais.

Não deixaram de participar ranchos folclóricos, fados de Coimbra e Antigos Orfeonistas daquela Universidade. Foi editada uma biografia do homenageado.

O seu nome faz parte da toponímia de Santarém e Almeirim.

Faleceu no Hospital de Santarém a 24 de Novembro de 2009, doze dias antes de completar 101 anos. O corpo esteve em câmara ardente na Igreja de Santa Clara, realizando-se o funeral para jazigo de família no cemitério de Almeirim, sua terra natal.
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
cavalinhoselvagem.blogspot.com




domingo, 22 de dezembro de 2013

José da Costa e Silva


Natural da Vila de Povos, hoje concelho de Vila Franca de Xira, onde nasceu a 25 de Julho de 1747. Arquitecto de formação, aos 21 anos D. José envia-o para Itália para completar a sua formação, estudando em Bolonha onde se enquadra na formação neoclássica.

Os seus trabalhos obtiveram vários prémios e distinções e foi nomeado Académico de Honra.

Percorre as cidades italianas mais significativas da sua arte como Génova, Veneza, Florença e Roma que muito o ajudam na sua formação.

Não deixa de visitar as ruínas de Pompeia e na Campânia o Palácio Real de Caserta, obra de Luigi Vanvitelli

É convidado a ser professor da Universidade de Coimbra mas não aceita o convite.

Regressa a Portugal em 1780 e no ano seguinte é designado professor de Arquitectura da aula de desenho, em Lisboa.

Em 1789, é encarregado pelo Ministro da Fazenda para projectar o edifício do Erário Régio, mas não passou das fundações pois a sua conclusão atingiria verbas incomportáveis para o erário público. Três anos depois um grupo de capitalistas contrata-o para realizar um projecto de teatro de ópera que substituísse o arrazado pelo Terramoto de 1755. É assim que sai o Teatro de São Carlos ainda activo e que revela influências de estilo do Teatro La Scala, de Milão e do Teatro de San Carlo em Nápoles.

Além de boa construção foi-lhe proporcionado uma excelente acústica.

Pela mesma altura e por iniciativa de D. Maria Francisca Benedita é responsável pelo projecto do Asilo dos Inválidos Militares, em Runa (Torres Vedras) que além desta missão servia de residência à princesa.

Outra obra em que esteve envolvido foi a construção do Palácio da Ajuda, trabalhos que começaram em 1795 pelo arquitecto régio Manuel Coelho de Sousa, mas os planos foram alterados por Costa e Silva, supervisor, e pelo italiano Francisco Fabri que quando Costa e Silva vai para o Brasil fica sozinho à frente da empreitada.

Incumbiu-se também da conclusão da capela-mor do Loreto.

Em 1812 e com a família Real no Brasil devido às Invasões Francesas, é chamado pelo Príncipe Regente D. João, chegado ao Rio de Janeiro é nomeado Arquitecto das Obras Reais.

Parece ter preparado um projecto para a fachada do Paço de São Cristóvão, mas desconhece-se  se foi aproveitado na construção neoclássica do palácio. Há quem lhe atribua uma certa semelhança com a fachada do Palácio real da Ajuda. Outra obra em que é suposto ter-se envolvido, é no Teatro de São João no Rio de Janeiro que parece apresentar algumas semelhanças ao de Lisboa.

Em 1818, José da Costa e Silva desfez-se da sua colecção de objectos de arte, composta por camafeus, estampas, pinturas, moldes e livros, que vendeu à Biblioteca do Rio de Janeiro pela quantia de um conto e seiscentos mil reis.

Já não regressa a Portugal, pois falece no Rio de Janeiro a 21 de Março de 1819.

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Wikipédia, a enciclopédia livre
Lello Universal – Dicionário Enciclopédico Luso-Brasileiro, Vol. II, 1975, p 902
História de Portugal, Joaquim Veríssimo Serrão, Vol. VI, 1982, p 458
História de Portugal, M. Pinheiro Chagas e J. Barbosa Colen, Vo. XII, 1907, p 161
História de Portugal, Edição Monumental da Portucalense Editora, Porto, Vol.VI, p 596
Enciclopédia Mirador Internacional, Vol. 17, Brasil, 1981, p 9211
http://www.infopedia.pt/$jose-da-costa-e-silva


sábado, 21 de dezembro de 2013

António Gavino


António Máximo Gavino Simões do Couto, conhecido por todos como Maestro António Gavino, nasceu na Golegã a 18 de Abril de 1923.

Autodidacta foi um predestinado para a música.

Em 1941 faz parte do Orfeão Scalabitano onde se constitui um Quarteto Vocal composto por ele, António Alfaiate, Casimiro Silva e Mário Clemente que cantava para a Emissora Nacional.

Começa a escrever música para algumas letras que lhe apresentavam e dirige o conjunto Os Rambóias para o qual também compunha. O Conjunto em 1944 ganhou o 1º Prémio de “Artistas Ligeiros” da Emissora Nacional.

A sua predilecção musical vai para a música popular portuguesa a quem prestou grande contributo.

Extremamente dinâmico e empreendedor, funda a Orquestra Típica Scalabitana que se exibe pela primeira vez em 1946.

A Orquestra Típica Scalabitana integra-se em 1947 no Orfeão Scalabitano como uma das suas secções. Tendo então apenas 23 anos. A sua veia criadora produz composições que constituem verdadeiros hinos a Santarém e principalmente ao Ribatejo, como é A Marcha Ribatejana, uma entre muitas.

Mas António Gavino não pára e em 1955 integra o Coral e Orquestra Folclórica do Círculo Cultura de Rio Maior que também criou, para dois anos depois ser a vez do Coral e Orquestra Típica de Alcobaça, igualmente da sua fundação.

Parte em 1961 para Moçambique onde funda a Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique de que é regente artístico até regressar a Portugal em 1975.

Em 1965 foi considerado o Melhor Compositor do Festival de Imprensa de Lourenço Marques.

Ao regressar a Portugal volta a dirigir a Orquestra Típica Scalabitana, mas em 1981 já se encontra a trabalhar no Coro e Orquestra Típica de Rio Maior que dirigiu até ao seu falecimento ocorrido aos 82 anos a 21 de Junho de 2005.

Foi autor de mais de 1600 orquestrações.

Além da já referida Marcha Ribatejana (1994) Do Lado de cá do Tejo (1982), Borda d`
Água (1985), Quando havia milho-rei (1985) Lezíria Verde (1985), 45 Anos depois (1991), Baile da Adiafa (1991) são outras das mais conhecidas composições.

Em 1962 foi distinguido com o “Óscar da Imprensa” em 1985 no “Festival Internacional de Música Longiuneau” de França, em 1989 no “Festival Internacional de Orquestras de Villarreal (Espanha), em 1995 no “Festival de Artes de Macau” e no ano seguinte no “Troféu Vida Ribatejana”, Vila Franca de Xira.

Em 1991 foi considerado Sócio de Honra da Casa do Ribatejo, em Lisboa, devido aos seus méritos artísticos e a Câmara Municipal de Rio Maior atribui-lhe a Medalha do Concelho como reconhecimento da dedicação que sempre demonstrou por esta terra e é considerado Sócio Honorário da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior.

Três anos depois, a cidade de Santarém considera-o Scalabitano Ilustre e condecora-o com a Medalha de Ouro da Cidade (1996).

Também em 1996 é a vez da sua terra natal lhe conceder a Medalha de Mérito da Câmara Municipal.

O INATEL não deixa de o homenagear pelo elevado contributo na valorização da música popular portuguesa.

António Gavino, uma grande figura do Ribatejo.

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“Fundador da Orquestra Típica Scalabitana – Faleceu António Gavino”. O Ribatejo de 23 de Junho de 2005.




cons. Em 20.12.2013


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Magalhães Mota



Joaquim Jorge de Magalhães Saraiva da Mota nasceu na freguesia de S. Salvador da cidade de Santarém a 17 de Novembro de 1935 era filho de Eloi do Nascimento Saraiva da Mota e de D. Miquelina Augusta Flores de Magalhães, distinguiu-se na política e na advocacia.

Faz a licenciatura na cidade de Lisboa e durante o curso é dirigente nacional da Juventude, Católica, JUC sendo o coordenador redactorial do Boletim de Informação Pastora. Foi colaborador de Encontro, órgão da Juventude Universitária Católica (1956) e editor de Quadrante, órgão da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa (1958).

Foi chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Indústria no Governo de Marcelo Caetano.

É deputado da Nação na X Legislatura do “Estado Novo” (Março 1969 / Setembro 1971) pelo Círculo de Santarém, fazendo parte da Ala Liberal onde se encontravam entre outros, Pinto Leite, Sá Carneiro e Pinto Balsemão (Dezembro de 1969-1973) e subscreve o projecto de revisão constitucional da Ala Liberal (16 de Setembro de 1970).

Foi fundador e Presidente do Conselho Coordenador da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (1970).

Depois do 25 de Abril, mais precisamente em 6 de Maio de 1974, juntamente com Sá Carneiro e Pinto Balsemão funda o PPD (Partido Popular Democrático) mais tarde PPD/PSD (Partido Social Democrata).

Organiza, entretanto, o Encontro dos Liberais, congresso que pretendia demonstrar a existência de uma terceira via entre o regime e a oposição democrática (Julho de 1973).

Participa nas reuniões para a formação do I Governo Provisório desempenhando as funções de Ministro da Administração Interna, de que é 1º Ministro Adelino da Palma Carlos.

É Ministro sem pasta no II, III e IV Governos Provisórios e no VI do Comércio Interno.

Assume o lugar de Secretário Geral do PSD até Janeiro de 1978.

Assina o acordo de revisão do Pacto MFA-Partidos, em nome do PPD (26.09.1976).

Em 1979 por divergência de estratégias com Sá Carneiro, abandona o Partido e a partir de 1980 é deputado pela ASDI (Associação Social Democrata Independente) que funda (1979), tendo já sido deputado à Assembleia Constituinte e à da República.

Defendia com outros militantes do PSD uma linha política de centro esquerda, rejeitando o liberalismo capitalista e o estalinismo colectivista.

Foi eleito deputado pelo PRD nas Eleições Legislativas de 1987.

Manifesta o seu apoio à candidatura de Jorge Sampaio a Presidente da República.

Faleceu no Hospital da Luz em Lisboa a 26 de Setembro de 2007. O féretro saiu da Basílica da Estrela para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa.


Publicou:
A Colonização Interna e o Emparcelamento na Evolução do Direito Agrário Português, Braga, 1966.

A Quota de Indivíduo em regime de Comunhão de Bens, em Sociedade por Quotas em que o Pacto Consagra Cláusula de Intransmissibilidade, Braga, 1970.

Colonização Interna e Emparcelamento, Braga, 1972.

Encontro de Reflexão Política, Lisboa, 1973, em co-autoria com Tomás de Oliveira Dias e José da Silva.

Indemnização por expropriação, Braga, 1976.

Grandes Opções do Plano 2000: Parecer do Conselho Económico e Social, Lisboa, 2000, em co-autoria.

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“Nascido em Santarém em 1935 – Faleceu Magalhães Mota”, Correio do Ribatejo de 29.9.2007.

“Morreu Magalhães Mota um dos Fundadores do PSD”O Ribatejo, 28.09.2007.

“Magalhães Mota era Ribatejano”O Ribatejo “de 4.10.2007, Armando Fernandes.

Wikipédia, a enciclopédia livre





terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Manuel Nunes Freire da Rocha



 Manuel Nunes Freire da Rocha nasceu a 28 de Setembro de 1806 na freguesia de Sto. Estêvão, da cidade de Santarém, sendo filho de Manuel Nunes Gaspar Rocha, Capitão-Mor de Santarém e de D. Rita Mariana Giralda Freire.

Foi aluno do Colégio Militar, fidalgo cavaleiro da Casa Real, Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Conselheiro de Sua Majestade, deputado em várias legislaturas e Governador-geral do distrito de Santarém

Casou em 28 de Outubro de 1835 com D. Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco 1ª filha de Anselmo José Braamcamp (*) , de quem teve três filhos, sendo o mais novo historiador, genealogista, arqueólogo e político, Anselmo Braamcamp Freire.

Tendo sucedido na Casa de seu pai, era 3º Senhor do paço de Lameiras, proprietário de várias terras no Pombalinho, como a Quinta do Outeiro, Mouchão da Velha, Quinta da Melhorada, Fonte Santa, Tapada do Secretariado e Mouchão do Inglês, além de outros.

A rainha D. Maria II concedeu-lhe o título de Barão de Almeirim por decreto de 23 de Setembro de 1837, numa altura em que seu sogro desempenhava funções importantes no governo do país.

Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém desde 1855 até ao seu falecimento.

Falecendo o 1º Barão de Almeirim em 16 de Julho de 1859, a viúva, D. Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco, casa em segundas núpcias com o Barão do Pombalinho, António Augusto Vasques da Cunha Portocarreiro.

Em 1868 o filho mais novo, Anselmo Braamcamp Freire regressa a Santarém, já casado e vai viver para o Palácio que seu avô, Manuel Nunes Gaspar tinha comprado em 1798 na Rua da Amargura (actual Braamcamp Freire) e onde se encontra instalada desde 1926 a Biblioteca Municipal, visto ter sido legada por lestamente para esse fim, assim como a sua valiosa biblioteca e o recheio.

O Arquivo da Casa do Barão de Almeirim encontra-se no Instituto de Ciências Sociais e abrange o período entre 1794 e 1959.

(*) Braamcamp é família de origem holandesa.

Biblioteca Municipal de Santarém

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Resenha das famílias titulares do Reino de Portugal acompanhada de notícias... Por José Carlos Feo Cardozo de Castello Branco e Torres e outro.

Wikipédia, a enciclopédia livre.


Santarém – Raízes e Memórias . Páginas da minha agenda – Efemérides, José Campos Braz, 2000.

Santa Casa da Misericórdia de Santarém – Cinco Séculos de História, Martinho Vicente Rodrigues, 2004.

“Património Monumental de Santarém”, coord. de Jorge Custódio, 1996.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Francisco Xavier e Vasconcelos


Francisco Xavier de Arez e Vasconcelos viveu no século XVIII e nasceu em Torres Novas

Foi secretário da Ordem religiosa que professou, os seja a Terceira de S. Francisco.

Dedicou-se à genealogia e à história onde era considerado uma autoridade. Nesse sentido escreveu memórias históricas e estudos genealógicos de diversas famílias torrejanas que ainda não tiveram publicação, o que verdadeiramente se lamenta.
Encontram-se manuscritos, entre outros a Lista ou catálogo dos alcaides-mores de que se acha notícia nesta Vila de Torres Novas e Memórias da Vila de Torres Novas, 1740.

Desconhecem-se as data em que nasceu e faleceu.
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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol III.


Torrejanos Ilustres, Artur Gonçalves, Torres Novas, 1933

domingo, 15 de dezembro de 2013

Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos



 Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos foi 1º Barão e 1º Visconde de Fonte Boa, títulos concedidos por D. Maria II por Decreto de 11 de Fevereiro de 1840 e de 8 de Setembro de 1845, respectivamente.

Nasceu a 21 de Agosto de 1805, suponho que em Santarém, falecendo a 25 de Abril de 1857. Era filho de Francisco de Paula Pais Marecos e de D. Mariana Henriqueta Burlamaqui.

O seu avô materno, Carlos César Burlamaqui era cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão de infantaria da Legião e governador de Piauhi, no Brasil.

Casou duas vezes, só havendo geração do segundo casamento realizado com D. Henriqueta Portela São Romão Botelho da Cunha Rebelo, de onde nasceu a 2ª Viscondessa, D.. Maria Vitória Burlamaqui da Cunha Rebelo Marecos.

Era genro de António Botelho da Cunha, fidalgo da Casa Real, coronel do extinto Regimento de Milícias de Santarém e proprietário no distrito.

Fidalgo da Casa Real e deputado, proprietário abastado no distrito de Santarém.

Foi proprietário do antigo solar dos Saldanhas que vieram a vender à Misericórdia de Santarém e onde, segundo penso, ainda se encontra instalado o Asilo, ali em actividade desde 1 de Janeiro de 1874.

Em 1834 presidia à Câmara Municipal de Santarém, tendo por vereadores Joaquim da Silva Gameiro, João Maurício de Carvalho e António Montez e apresenta à Rainha D. Maria II em nome da população, as condolências pela morte de seu pai, D. Pedro IV. Volta a exercer as mesmas funções em 1839.

Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém  de 1835 a 1837.

Desempenhou, igualmente, as altas funções de Governador Civil de Santarém em 1844/46 e em 1851.
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História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Vol XV (Complemento) Coordenação Manuela Mendonça, 2007.

Registo Geral de Mercês, D.Maria II, liv.18, fl.13.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol VI, 1938, p 861.

História e Monumentos de Santarém, Zeferino Sarmento, 1993, p 297.

Santarém – Raízes e Memórias – Páginas da minha agenda – Efemérides, José Campos Braz, 2000.

Santa Casa da Misericórdia de Santarém – Cinco séculos de História, 2004.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pedro Jacques de Magalhães



Teria nascido por volta de 1620 este intrépido guerreiro que batalhou na América Espanhola, no Brasil e em Portugal, nas Guerras da Restauração, sendo assinalável o seu grande êxito na Batalha de Castelo Rodrigo.

Foi seu berço o pequeno lugar de Sobralinho, freguesia de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira.

Único filho de Henrique Jacques de Magalhães e de Violante de Vilhena, não se conhecendo a data certa do nascimento, mas considerando-se a mais provável aquela que indicamos.

O trisavô paterno, Pedro Jacques, bateu-se na Batalha do Toro ao lado de D.Afonso V, enquanto do lado materno descendia da aristocracia castelhana sendo trineto de Sancho de Tovar.

Casou duas vezes, ambas na ilha da Madeira com D. Luísa Freire de Andrade filha de Manuel Dias de Andrade, moço fidalgo e Administrador da Junta Geral do Comércio da referida ilha e de sua mulher, D. Brites da Silva e a segunda por falecimento da 1ª, com D. Maria Vicência de Vilhena, filha de António Correia de Baharem e de sua mulher D. Antónia de Vilhena, tendo havido geração de ambas.

No dia 1º de Dezembro de 1640 encontrava-se na América sob o domínio espanhol e quando teve conhecimento dos acontecimentos a decorrer em Portugal tentou com outros portugueses, entre os quais João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa, 2.º conde de Castelo Melhor, apoderarem-se das galés espanholas carregadas de prata e fugirem para Portugal, mas foram descobertos e presos tendo sido condenados.

Passado algum tempo conseguiu evadir-se e chegar a Portugal e foi nomeado governador de Olivença lugar que ocupa até 1646.

Volta ao continente Americano, mas agora para o Brasil, em 1649, como almirante da esquadra que escoltou a primeira frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil e que veio a ancorar em Pernambuco, onde prestou valioso auxílio a Francisco Barreto de Meneses que governava aquela capitania e na luta contra os holandeses.

Em 1653 regressa ao Brasil como capitão-general e em parceria com Francisco de Brito Freire, outro ribatejano natural de Coruche e com uma armada de 60 navios para se oporem e darem luta aos holandeses que pretendiam apoderar-se da colónia portuguesa.

Regressado novamente ao país, é nomeado em 1658 general de artilharia do exército do Alentejo e esteve na Batalha de Linhas de Elvas (14 de Janeiro de 1659), cuidando de tudo o que dizia respeito à artilharia.

Homem sempre disposto a ocupar o lugar que lhe destinavam pela sua versatilidade, foi nomeado em 1663 mestre de campo general da província da Beira. Havendo necessidade de socorrer a praça de Évora que estava em perigo a ela se dirige com os seus homens, gorando assim as intenções dos inimigos e estando na Batalha do Ameixial.

Na jornada e conquista de Alcântara fere-se numa perna o que lhe origina um defeito físico.

A sua acção mais notável, como já se referiu, teve lugar na Batalha de Castelo Rodrigo, onde derrotou, devido à energia e rapidez com que actuou , o poderoso exército do Duque de Ossuna que cercava Castelo Rodrigo defendido apenas por 150 soldados e esta praça era considerada a segurança da Província da Beira.

Tomou lugar nas Cortes convocadas para 1 de Janeiro de 1668 em que D. Afonso VI foi deposto do trono e o Infante D. Pedro jurado Príncipe herdeiro e depois reconhecido como rei D. Pedro II.

Foi este rei que em reconhecimento do todo o trabalho que prestou ao país e por carta de 6 de Fevereiro de 1671 o agraciou com o título de Visconde de Fonte Arcada. A 5 de Setembro de 1675 foi nomeado familiar do Santo Ofício.

Pedro Jacques de Magalhães foi fidalgo da casa real por sucessão a seus maiores, pertenceu ao conselho de P. Pedro II, conselheiro de Guerra, 1º Alcaide de Castelo Rodrigo, senhor do Paul e Quinta de Bordalete em Lagos, Capitão general da Armada Real.

Faleceu em 1688.
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Dicionário de História de Portugal, Dir. de Joel Serrão, Livraria /  Figueirinhas / Porto, Vol. IV, p 139.

Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular de Américo Costa, Vol, VI, 1938, pp 853-54

Figuras Militares da Restauração, General Ferreira Martins, Lisboa. Revista Militar, 1940, Ano XCII, Dez., Nº 12, III Centenário da Restauração do Estado

História de Portugal, Joaquim Veríssimo Serrão, Vol. V, Editorial Verbo, 1982, p. 52

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Leonardo Ribeiro de Almeida



De seu nome completo, Leonardo Eugénio Ramos Ribeiro de Almeida, nasceu em Santarém a 19 de Setembro de 1924.

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e é na sua terra natal que assenta a sai banca de advocacia. Mais tarde abre escritório em Lisboa.

Ribeiro de Almeida foi sempre uma figura conhecida da oposição ao “Estado Novo”

Após o 25 de Abril adere ao recente partido político (Partido Popular Democrático), mais tarde PPD/PSD, logo em Maio desse ano e é eleito por esse partido para a Assembleia Constituinte (1975) e depois deputado na Assembleia da República (1980) e se a memória não me falha o nome foi por ele proposto e aprovado continuando esse órgão do poder político assim designado.

Como ribatejano também não me esqueço da defesa que fez das touradas em Portugal.

Foi o 3º Presidente da Assembleia da República funções que exerce de 8 de Janeiro de 1980 a 21 de Outubro de 1981, funções que volta a desempenhar como 5º Presidente, ente 3 de Novembro de 1983 e 30 de Maio de 1983. Torna-se nesta altura Conselheiro de Estado.

Vem a exercer as funções de Ministro da Defesa Nacional entre Novembro de 1985 e Agosto de 1987, por isso no X Governo Constitucional presidido por Cavaco Silva, sucedendo no lugar a Rui Machete.

Entre as condecorações contam-se a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (30.06.1982) a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2.11.1993), Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha (20 03 1989), Grande-Oficial da Ordem Nacional do Mérito de França (5 05 1990),Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (15 11 1990) e Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal (2.11.1993).

A nível internacional, participou na Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Europeus, em Madrid (1980) e representou o Parlamento Português na Conferência dos Parlamentos Latino-Americanos em Bogotá (1981). Como Presidente da Associação Portuguesa do Atlântico, participou, em 1982, no Sea-Link/82, nos Estados Unidos da América.

Faleceu em Lisboa a 18 de Janeiro de 2006 e foi sepultado no cemitério de Alpiarça.
A quando do seu falecimento Manuel Alegre classificou-o como «um dos homens que ajudou a construir a democracia» e «uma referência do PSD, sobretudo no Ribatejo».

Lembro-me perfeitamente do seu início da actividade causídica em Santarém quando eu era um adolescente.
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Correio do Ribatejo de 27 de Janeiro de 2006.

O Ribatejo de 26 de Janeiro de 2006.

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Diariodigital.sapo.pt

www.parlamento,pt

www.tsf.pt


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Caria e Moura

Nasceu no Cartaxo aquele que foi professor da Universidade de Coimbra e que nela se doutorou em 26 de Abril de 1805, em Matemáticas, fazendo parte do seu quadro catedrático. Tinha-se licenciado em Filosofia em 16 de Julho de 1801.

Chamou-se António Honorato Caria e Moura e era filho de João Honorato Ribeiro de Moura.
Exerceu o lugar de Bibliotecário da mesma Universidade com nomeação interina de 7 de Maio de 1814, confirmada em 6 de Julho de 1815. Procedeu ao acondicionamento das obras mais valiosas e raras e  à aquisição de mais trabalhos de importância valorizando assim o seu recheio. Um dos adquiridos foi a bíblia hebraica, pergaminho do século XV obtido  na Holanda. Mereceu a sua atenção a catalogação das obras.
Foi o revisor das EPHEMERIDES , publicadas pelo Biblioteca, de que igualmente foi colaborador.
Por carta datada de 15 de Julho de 1834 (por isso já não reinando D. Miguel) é com mais quarenta colegas desligado dos serviços por causa das ideias políticas que professava mas acaba por ser reintegrado por decreto de 12 de Janeiro de 1837.
Foi Director do Observatório Astronómico (1837-38) e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra (1842).
Escreveu várias MEMÓRIAS sobre assuntos de geometria, análise mecânica, uma Geometria Sintética, Tábuas para Abreviar o Cálculo das Ascensões Rectas e outras da área da sua especialidade.
Morreu a 16 de Novembro de 1843

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Dicionário Bibliográfico Português – Tomos I e VIII, Inocêncio Francisco da Silva

LELLO Universal – Dicionário Enciclopédico Luso-Brasileiro – Porto 1975

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira – Vol. 18



domingo, 8 de dezembro de 2013

D. Frei Henrique de Távora


Também conhecido por D. Frei Henrique de Távora e Brito era filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito e irmão mais velho de D. Frei Fernando de Távora, nascendo como seu irmão em Santarém.

Foi moço de câmara do Cardeal D. Henrique e professou como seu irmão no Convento de S. Domingos de Benfica. Quando era Prior do mesmo Frei Bartolomeu dos Mártires que acompanhou quando este foi nomeado Arcebispo-Primaz de Braga.

Sendo da sua inteira confiança, acompanhou-o por sua decisão igualmente ao Concílio de Trento onde se distinguiu pregando de um modo notável defendendo as ideias da reforma eclesiástica.

Ao regressar a Portugal é eleito Prior do Convento de Évora.

E nomeado Bispo de Cochim em 1576, substituindo o 1º D. Frei Jorge Temudo e em 29 de Janeiro do ano seguinte Arcebispo de Goa, sucedendo a Gaspar Jorge de Leão Pereira, funções que exerce até à data do seu falecimento ocorrido em 17 de Maio de 1581, em Chaul e quando fazia uma visita ao arcebispado, constando que teria sido envenenado.

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Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Vol.VII, p. 52, transcrito por Manuel Amaral.

História Eclesiástica de Portugal, Publicações Europa-América, P. Miguel de Oliveira, 1994


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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

D. Frei Bernardino de Sena


Nasceu em Torres Novas a 26 de Maio de 1571, filho de Miguel Arnide, genovês corpulento que se bateu com ardor no Oriente em nome de Portugal e de D. Camila Gomes de Melo, que pertencia à nobreza de Lisboa.

Aos 15 anos ingressa no convento de S. Francisco de Lisboa, professando em 1587.

Faz estudos de latim, lógica, física e metafísica nos conventos de Sto. António de Ferrerim (Lamego), S. Francisco de Santarém e S. Francisco da Ponte (Coimbra) após os quais, em 1593 entra para o Colégio de São Boaventura (Coimbra) a fim de estudar teologia.

Quatro anos depois (1597) era presbítero em Lisboa.

Nessa altura tinha lugar o Capítulo Geral o que proporcionou a Frei Bernardino a defesa das conclusões finais de que se saiu airosamente, motivando o Padre Geral da Ordem, Frei Mateus de Burgos a nomeá-lo leitor em artes, indo exercer essas funções nos Conventos de Sta. Cristina, na Diocese de Coimbra e de Ferreirim, junto a Lamego.

Eleito provincial em 1617, seis anos depois e quando a Igreja era governada por Urbano VIII e Portugal por Filipe III, é nomeado geral da Ordem (Franciscanos).

Tinha entretanto rejeitado as mitras de S. Tomé, Ceuta e de Goa, onde tinha estado seu pai e avô.

É nomeado bispo de Viseu (41º) a 1 de Junho de 1629, recebendo a sagração a 13 de Julho de 1631, quando se encontrava em Madrid.

Dá entrada na sua diocese em 2 de Junho de 1632.

Entretanto o bispo-conde de Coimbra, D. João Manuel vai ocupar o lugar de  Arcebispo de Lisboa e Filipe III nomeia-o para o lugar que ficou vago. Quando a notícia chegou de Espanha já D. Frei Bernardino de Sena tinha falecido, o que aconteceu a 5 de Outubro de 1632. Ficou sepultado na Capel-.mor da Sé.

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. XXII, 1949, pp 808/9

Os Franciscanos no Maranhão e Grão-Pará: missão e cultura na primeira metade… Maria Adelina Amorim.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Simão Machado


Poeta renascentista estudou humanidades, nasceu em Torres Novas em 1557 e teria sido baptizado na freguesia de S. Pedro.

Tomou o hábito de S. Francisco com o nome de Frei Boaventura Machado. Recolheu-se no Convento da sua Ordem em Barcelona onde veio a falecer.

Foi professor na faculdade de teologia da sua Ordem. Reputado teólogo e pregador sagrado.

Considerado discípulo de Gil Vicente é senhor de uma jocosidade natural.

É autor de duas comédias bilingues, uma de cunho heróico, a Comédia do Cerco de Diu, onde exalta os êxitos de Nuno da Cunha que derrotou o sultão Bodhuz.

A façanha já tinha sido tratada por Francisco de Andrade no poema épico O Primeiro Cerco de Diu.

A outra comédia tem por título Comédia da Pastora Alfea e é composta de duas partes, quase toda em quintilhas castelhanas de redondilha maior e os episódios, como o título indica, decorrem entre pastores e onde se aborda os encantamentos.

O comediógrafo que escreveu durante a dominação filipina escreveu principalmente em língua castelhana.

A 1ª Edição é de 1601, Lisboa; a 2ª e 3ª de 1631 e a 4ª de 1706, todas de Lisboa.

O Cerco de Diu tem uma edição crítica, com introdução e comentários de Paul Teyssier, Edizioni dell`Ateneo, Roma, 1969.

Faleceu em 1634.
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Boletim da Junta de Província do Ribatejo, 1937/40, p.644

História da Literatura Portuguesa, Joaquim Ferreira, Editorial Domingos Barreira, 4ª Edição, Porto.

História da Literatura Portuguesa, António José Saraiva e Óscar Lopes, Porto Editora, Limitada, 12ª Edição, Porto, 1955.





domingo, 1 de dezembro de 2013

Fernando de Távora



Nasceu em Santarém entre 1510 e 1520, filho de Fernão Cardoso e de D. Filipa de Brito.

Doutorou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra, ingressando na Ordem Religiosa de S. Domingos, professando no Convento de S. Domingos de Benfica a 6 de Abril de 1555.

Foi o 5º Bispo do Funchal, confirmado por Pio V a 14 de Novembro de 1569.

D. Fernando de Távora nunca se deslocou à sua Diocese, pelo medo que lhe inspirava a travessia do oceano, segundo Frei Luís de Sousa ou por falta de vista, na opinião de Frutuoso.

Governou a Diocese através de vigários-gerais.

Os três primeiros bispos nunca se deslocaram à Diocese, o 4º é o primeiro a tomar posse do lugar no local.

Renunciou à mitra em 1573, tendo ido desempenhar as funções de esmoler (pessoa que tem o encargo de distribuir esmolas, suas ou oferecidas por outrem) de D. Sebastião. Mereceu muito a estima deste monarca e do seu tio, o Cardeal D. Henrique que o substituiu no trono.

Escreveu os Comentários ao Evangelho de S. João.

Foi hábil pintor e faleceu em Azeitão em 1577 sendo sepultado no Convento de S. Domingos em Lisboa, local onde deixou alguns quadros preciosos.

Foi irmão de Frei Henrique de Távora ou Frei Henrique de S. Jerónimo que foi bispo de Cochim (1576) e Arcebispo de Goa (1577).

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Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938, p 1077.
História Eclesiástica de Portugal, P. Miguel de Oliveira, Publicações Europa-América, 1994.
Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, Lisboa, 1883.
arquivohistoricomadeira.blogspot.com

pt.wikipedia.org

sábado, 30 de novembro de 2013

Caetano de Figueiredo


Nasceu na então Vila de Santarém a 24 de Março de 1699 sendo filho de Manuel Figueiredo Vaz e de Mariana da Costa.

Ainda adolescente entrou na Religião dos Clérigos Regulares e na Casa de N. S. da Divina Providência, tendo recebido a roupeta a 8 de Abril de 1720.

 Com 21 anos parte para a Índia e é na Casa de Goa que faz profissão solene a 22 de Setembro de 1721.

Durante 14 anos desenvolve a sua acção missionária com muito zelo.

D. Alberto Caetano de Figueiredo volta ao Reino em 1735 e devido às suas qualidades onde avulta a afabilidade é elevado ao lugar de Prepósito (antigo prelado de certas congregações religiosas) governando a Casa de N. Senhora da Divina Providência de Lisboa. Tomou posse em 18 de Junho de 1740, terminando o mandato em 1743. Volta a exercer o lugar a partir de 22 de Setembro de 1748 que termina em 5 de Junho de 1751. Retoma o lugar em 29 de Agosto de 1754 acabando por renunciá-lo e ser substituído em 21 de Junho de 1755 pelo P. D. José Caetano de Carvalho.

Era considerado um talentoso orador sagrado, tendo deixado a seguinte obra: Panegyrico Funebre nas Exequias de João de Souza Mexia, Cavalleiro professo da Ordem de Christo, Secretario da Junta da Sereníssima Casa de Bragança, e do Infantado, e Escrivão da Fazenda da mesma Casa, celebradas pela Mesa do Santíssimo Sacramento da Freguezia das Mercês, a 24 de Julho de 1738. Feito em Lisboa na Officina Sylviana da Academia Real, 1738.
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Biblioteca Lusitana, Diogo Barbosa Machado, 1759

Memórias históricas cronológicas da Sagrada Religião dos Clérigos..., Thomaz Caetano do Bem.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Gil Guedes Correia de Queiroz


Nasceu na freguesia de S. Nicolau  de Santarém no dia 16 de Julho de 1795 o 1ºConde da Foz, título que lhe foi concedido em 30 de Setembro de 1862, tendo sido também 1º Barão por decreto de 21 de Outubro de 1843 e 1º Visconde por diploma de 15 de Setembro de 1855.

Era filho de Tristão Guedes Correia de Queirós Castelo Branco, capitão do regimento de cavalaria de Santarém e de Francisca Manuel Correia Barreto.

Herdou de seu pai todos os bens livres, de vínculos e de prazos, entre os quais o Morgadio de Momporcão, e as Herdades do Monte do Olival, de Murças e das Freiras, tudo no termo de Estemoz e igualmente Senhor da Herdade da Capela em Monforte.

Casou em 14 de Setembro de 1847 com D. Mariana Georgina Palha de Faria Lacerda, filha do Desembargador da Casa da Suplicação e proprietário, José Pereira Palha de Faria Guião, fidalgo da Casa Real.

Entrou no serviço militar em 10 de Outubro de 1812, por isso com 17 anos e já como alferes de cavalaria tomou parte na Guerra Peninsular. Acabada esta oferece-se para tomar parte na divisão destinada a Montevideu e já como tenente.

Tomou parte na luta que se travou no Rio da Prata em 1816 sendo elogiado em várias Ordens da divisão e promovido a capitão.

Regressa a Portugal e é colocado no Regimento de Cavalaria nº 2.

De ideias liberais combate as forças do Conde de Amarante em 1823.
Com a chegada do Infante D. Miguel sai de Lisboa indo reunir-se aos liberais na ilha Terceira, nos Açores.

Fez parte da expedição que desembarcou em 8 de Julho de 1832 nas praias do Mindelo e entrou no cerco do Porto onde se distinguiu.

Já como major foi ajudante de campo de D. Pedro e promovido a tenente-coronel.

Em 1834 é coronel e comanda o Regimento de Cavalaria nº 1. Após a Revolução de Setembro pede a exoneração do comando, retirando-se para a sua casa no Alentejo.

Em 1843 governava a forte Praça de Elvas, é graduado em brigadeiro e passa a ajudante de campo de D. Fernando II. Em 1851 promovido a Marechal de Campo, em 1860 a Tenente-General e em 1864 a General de Divisão.

Fidalgo da Casa Real foi agraciado com variadíssimas condecorações entre as quais a de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada e Grã-cruz da Ordem de Avis

Faleceu no Paço das Necessidades  em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1870.
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Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971.
Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, Américo Costa, Vol. VI, 1938 pp 958 e 959.
Boletim da Junta de Província do Ribatejo, 1937/40, p 560.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Frei Pedro Arnaldo


Cavaleiro do Templo de que teria sido um dos oito fundadores da Ordem (1118) e seu 3º Mestre.

Na época da Reconquista, a sua memória ficou ligada à fundação da Igreja de Santa Maria de Alcáçova, em Santarém (1154).

Segundo uma pequena lápide que sobreviveu aos vários restauros daquele templo ao longo dos séculos, teria recebido essa incumbência de D. Hugo.

Ao longo dos anos, nos restauros têm aparecido restos do templo medieval.

D. Frei Pedro Arnaldo, Comendador de Santarém, após a conquista deste forte castelo aos mouros, a qual ajudou a obter, teria sido incumbido desta construção para comemorar o facto, o que realizou junto da Alcáçova.

Igreja de Sta. Maria de Alcáçova.
Des. de Braz Ruivo

Foi um excelente guerreiro tendo estado muito ligado a D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques.

Esteve como Cavaleiro Cruzado na Terra Santa ajudando a proteger os caminhos para Jerusalém.

D. Afonso Henriques concedeu-lhe privilégios em 1155 quando já era rei de Portugal.

Parece ter morrido em combate a 24 de Junho de 1158, no assédio às muralhas quando se pretendeu conquistar pela primeira vez aos mouros a forte praça de Alcácer do Sal.

Sucedeu-lhe com Mestre da Ordem do D. Gualdim Pais.

Foi sepultado na Igreja de Santa Maria de Alcáçova, em Santarém, que fundou.

Há quem lhe atribua, talvez com mais propriedade, que seja natural de Gondomar.

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Monumentos e Lendas de Santarém, Zepherino N. G. Brandão, David Corazzi, Editor, Lisboa, 1883.
Santarém no Tempo, Virgílio Arruda, 1971
pt.cyclopedia.net/wiki/Frei-Arnaldo-(templário)
blog.thomar.org/2007/04/mestres-da-ordem-do-templo.html
templariosportugueses.blogspot.pt/2010_03_01_archive.html
 Wikipédia


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Gil Fernandes de Carvalho


Nasceu na vila de Azambujeira, actualmente do concelho de Rio Maior, em finais do século XIII este cavaleiro fidalgo, considerado de génio irascível e odiento, de desmedido orgulho e temível brigão.

Desenvolveu estas características, em jovem, nas correrias que com outros fazia em perseguição dos mouros.

Igreja Matriz de Azambujeira e Pelourinho.

Gil Fernandes era filho de Fernão Gomes e de D. Maria Gonçalves de Moreira. Teve a companhia de vários irmãos e pertenceu à importante família portuguesa dos Carvalhos.

Diz-se que era bisneto de Bartolomeu Domingos de Carvalho,  que instituiu o morgado deste apelido e donatário da Azambujeira.

Para tomar parte nas Cortes ou por qualquer motivo pessoal, o fidalgo deslocou-se certa vez a Lisboa, onde permaneceu uns dias.

Ficou na Azambujeira um dos seus moços de esporas, que muito prezava que, talvez influenciado pela vivência do seu Senhor, acabou por cometer um crime considerado grave.

O poder Real, representado pelo Juiz, actuou, condenando-o a ser açoitado, sentença que entretanto tinha sido confirmada pelo corregedor.

Gil Carvalho ao ter conhecimento do sucedido, regressa a Azambujeira, manda açoitar o Juiz e pior ainda, cortar as duas orelhas ao corregedor!

Em face de tal, o rei D. Dinis ordena a sua prisão mas este consegue escapar à Justiça, fugindo para Castela.

Morre D. Dinis, sucedendo-lhe seu filho D. Afonso IV que na história ficou conhecido pelo “O Bravo” devido à bravura demonstrada na batalho do Salado (1340).

Afonso XI de Castela, genro de D. Dinis, atacado por numerosas forças muçulmanas vindas de África, pede auxílio, por intermédio da rainha sua esposa, ao rei português que lho presta, comandando ele próprio o seu exército que se cobriu de glória nas margens do rio Salado.

Admirado com a enorme bravura de um dos combatentes cristãos, pergunta D. Afonso IV quem era aquele prodigioso guerreiro tenho-lhe sido respondido que se tratava de um português, Gil Fernandes Carvalho, homiziado em Castela, desde o tempo de seu pai, D. Dinis.

Afonso IV perdoou-lhe o crime praticado e de que estava arrependido, autorizando-o a regressar a Portugal e ao seu torrão natal, concedendo-lhe, além disso, o título de Mestre da Ordem de Santiago.

Existe muita lenda nesta estória onde são várias as incongruências.
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A Freguesia de Azambujeira no presente e no passado, Albertino Henriques Barata, in Correio do ribatejo de 12 de Novembro de 1976

Boletim da Junta de Província do Ribatejo - 1937 / 40

Rio Maior - Importante e pitoresco concelho ribatejano, in Vida Ribatejana - 1950

Diccionario Chorographico de Portugal Continental e Insular, Vol. II, 1930, pp 1183,1184